03.26.08

Vladimir Nabokov (Spoiler)

Enviado em Vladimir Nabokov tagged às 2:07 am por Dóris

Neste post falarei sobre outro livro que me deixou completamente encantada.


Lolita, um livro de Vladimir Nabokov, que fala sobre um tema um tanto polêmico: a pedofilia.

É uma narrativa em primeira pessoa, contada por Humbert Humbert. O próprio pedófilo que se masturbava olhando garotinhas brincando na rua, com seus patins e bonecas.

Humbert começa a narrativa já preso, por um assassinato mal explicado. Quase que metade do livro, Humbert fala apenas de sua vida e sua doença. Foi internado por duas vezes num hospício e na segunda vez, Humbert, de tão inteligente, enganava os psiquiatras da clínica da vez. Se fingia de alucinado para ver as expressões mais variadas nos rostos dos pobres médicos.

Logo depois desta segunda internação, Humbert foi se reabilitar nas casas de alguns parentes, numa pequena cidade dos Estados Unidos.

Chegando lá, Humbert descobre que a casa destes parentes acabou por desabar. O pedófilo fica desamparado e pensa em voltar para sua cidade, mas uma boa vizinha se oferece para hospedá-lo, até encontrar um novo lugar para ficar. Chegando lá, ele resolve que não quer ficar nem mais um segundo, mas logo depois de ter tal pensamento viu algo que seria sua obsessão pelo resto de sua vida: Dolores Haze.

No mesmo momento em que a viu Humbert se apaixonou louca e perdidamente por Dolores, (Carinhosamente apelidada de Lô e secretamente de Lolita) uma menina de 12 anos. Uma verdadeira moleca, com suas histerias típicas de pré-adolescente.

Estava decidido: Ficaria na cidade até quando podia! Assistiu divertidamente as discussões entre mãe e filha e tinha espasmos quando a pequena o tocava, por mais inocente que fosse esse toque. Com o passar dos dias e logo das semanas, Lô resolve ter uma daquelas paixões volúveis, tipicamente adolescente, que foi ainda mais incentivada ao perceber que sua mãe, Charlotte Haze, também estava apaixonada pelo professor Humbert.

Depois de mais algumas semanas, Charlotte percebe que sua filha está mais levada que o normal. As brigas constantes estavam a desgastando, até começou a virar um hábito entre as duas. A boa mãe resolve então que sua filha precisa de uma educação melhor e mais firme: manda-a para um acampamento de verão. O acampamento Q. Que foi o começo do fim da vida de três ou até quatro pessoas deste romance.

Lolita foi ardilosa em sua despedida. Beijou na boca sua pequena paixão. Humbert, completamente abobado, corresponde ao beijo apaixonadamente e sem aviso prévio, a garota sai de seu colo e corre para o carro que a estava esperando na porta de casa, que a levaria ao polêmico acampamento.

Os dias com a ausência de sua ninfeta foram agonizantes para Humbert, que estava cada vez mais deprimido e debilitado. E enquanto via seu pretendente sofrer Charlotte vê nessa depressão uma brecha para confessar seu amor numa carta decidida: Corresponda ao meu amor, ou vá embora desta casa. Humbert ficou espantado e infinitamente sem palavras ao terminar de ler a apaixonada carta de sua futura esposa. Não podia ir embora, morreria se vivesse para sempre com a ausência de Dolores Haze. Aceitou convenientemente à proposta de casamento e tentou por inúmeras vezes não fazer o seu serviço de amante febril nas primeiras noites de casamento. Mas depois viu que era em vão: Nada poderia impedir a incansável esposa.

Foram dias até suportáveis para Humbert. Ainda que se sentisse falta de sua Lolita, a ausência não fora algo tão insuportável assim após o casamento. Mas algo tinha que dar errado: Charlotte descobre a doença de seu cônjuge. Imediatamente ela resolve se mudar, com medo.

Humbert estava fora neste dia. Fora comprar algo para comer e ao voltar, sua esposa conta, aos prantos, que já sabia de tudo. O chama de monstro várias vezes, e ele nega tudo com uma veemência escandalosa. Ao entrar na cozinha para preparar uma bebida para si e para a louca mulher com quem dividia a cama, então o telefone toca estridentemente e a voz do outro lado da linha diz que sua esposa estava morta do outro lado da rua. O homem não acredita e até ri da ‘piada’. Mas logo após de desligar o telefone vai até a sala onde estava Charlotte, mas cadê? Humbert se desespera. Vai até a porta de sua casa e vê o amontoado de gente, inclusive o homem que atropelou sua mulher.

Charlotte ia mandar as cartas destinadas aos seus parentes para dizer que estava voltando por causa do seu louco marido. Mas nunca pôde. A brincadeira do destino foi cruel desta vez.

Humbert se recuperou logo da perda de sua mulher. Apenas pensava em sua enteada. No dia seguinte arrumou-se para uma viagem e estava preparado para a jornada de sua vida. Foi buscar sua pequena.

Chegando lá, Humbert vê um certo Charlie e logo percebe que coisa boa aquele menino não era. Deixou pra lá.

Falou com a diretora do acampamento que levaria sua menina embora. A mulher concordou e foi chamar a estudante. Depois de algum tempo de espera conversando com a diretora, descobre que o tal Charlie era filho da dona do lugar.

Finalmente sua Lolita chega. “Linda”. É o que pensa o perfeito pedófilo. Estava cheio de saudades e desconcertado. Não tinha um plano em mente, não sabia como contar que sua mãe morrera. Resolveu então que não diria por enquanto, disse que sua mãe estava doente e apenas isso.

A moça não ligou, queria apenas saber como eles ficavam. Eram amantes afinal? Humbert fingindo-se de desentendido diz que era apenas seu padrasto, mas não agüentou às investidas da pequena diaba ao seu lado e se vê aos beijos com a menina.

A leva para um hotel, ficariam ali apenas por uma noite.

Depois de planos infalíveis (nem tanto) para tocá-la sem que ela percebesse, desistiu indo para sua cama, que era também a dela, por mais uma das brincadeiras bem-humoradas do destino. Na manhã seguinte desperta com um cálido beijo de sua pequena. Desta vez não iriam mais parar ali, iriam até o fim. Nesta noite também descobriu que seu instinto de homem não falhava. Dolores Haze já não era virgem. O mau encarado Charlie tinha tirado a virgindade de sua ninfeta.

No dia seguinte Humbert conta para a menina que sua mãe estava morta e não doente como dissera anteriormente. Nesta noite a menina não dormiu. Chorou até que Humbert chegou ao seu quarto para consolá-la e saciar-se.

Aqui acaba a primeira parte do maravilhoso livro. A partir daqui Humbert narra como foi a viagem com sua enteada. Viajaram por anos até que o homem sente a necessidade de se estabelecer em um só lugar. Alugou uma casa e viveu com sua filha/amante por meses e meses. Até que descobre que sua menina anda mentindo.

A partir daí começa a parte obsessiva do livro. Humbert começa a se comportar extremamente possessivo e até violento. Mas a pequena Lolita não era nada inocente. Andava traindo-o com um homem, até então desconhecido para nós.

Manipula Humbert com maestria e o leva para onde seu amante mais queria. Chegaram à cidade desejada e Dolores Haze foge com o amante.

Humbert se desespera. Procura por anos sua menina e o amante desta, que prometera matar.

Anos mais tarde recebe uma carta de sua Lolita. Estava pedindo ajuda financeira. Assinou a carta com seu nome de casada. Humbert a procura para saber de sua vida e a acha.

Lá, ele descobre que seu amante fugaz a abandonara. Chora, desespera-se e pede para sua maior paixão voltar. Mas ela não queria. Estava casada, feliz e com um filho no ventre. Não iria voltar para ter uma vida sem esperanças.

Humbert ‘empresta’ o dinheiro que a antiga amante pediu e parte a procura de seu maior inimigo.

Finalmente, depois de alguns meses de procura o acha. Lá, Humbert mata com vários tiros o terrível homem que roubou sua ninfeta. Logo depois a polícia o prende e pega a sentença de morte.

Lolita - Vladimir Nabokov

E assim acaba o livro. Aqui acaba a minha resenha de duas horas do romance de Nabokov. Foi realmente cansativo. Espero que gostem, porque eu gostei muito de escrever.

Grande beijo. Até a próxima.